terça-feira, 29 de maio de 2007

Tudo aquilo que passou passou
E eu vou vivendo a vida que eu queria
Todos juntos coração e amor
Brincando pela vida
Seguindo as estrelas do sol
Se eu te encontrar, quando você menos esperar
Olhe pra mim e sinta o que diz meu coração
Siga o som que canta com o vento
Que escuta o seu lamento e te abre o coração
Feche a porta do mal num quarto escuro
E veja tudo se iluminar...


Porque exigem tanto de mim? tenho que fingir estar feliz o tempo todo..
Porque tenho que escolher quando não quero escolher? não posso ser escolhida pelas coisas e deixar acontecer...
Não posso ser simplesmente, fazer o que gosto ,como gosto, na hora que eu quero...
Bem que podia ser mais simples.


Ah, liberdade! Como eu queria te ter pra sempre...

"não vai mais voltar, vai sumir.."

sábado, 26 de maio de 2007

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A prática do aborto ilegal é um tema central na questão da saúde sexual e reprodutiva da mulher. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o abortamento inseguro é o “procedimento para interromper a gestação não desejada realizado por pessoas sem as habilidades necessárias ou em um ambiente que não cumpre com os mínimos requisitos médicos, ou ambas as condições” (World Health Organization. Unsafe Abortion, 1998).
Neste sentido, países que criminalizam o aborto, como é o caso do Brasil, não têm suas taxas de abortamento diminuídas. Ao contrário, os números de abortos ilegais, e consequentemente inseguros, são altos, bem como a taxa de mortalidade materna, decorrente das complicações deste tipo de procedimento.

Assim, estatísticas anuais apontam para a grande dimensão e significância do aborto na perspectiva da saúde sexual e reprodutiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente, setenta e cinco milhões de gestações são indesejadas, o que indica que 35 a 50 milhões de abortos são induzidos; destes 20 milhões são abortos inseguros. Esses abortamentos causam graves complicações reprodutivas a milhares de mulheres, visto que são feitos em condições precárias sem o mínimo de suporte técnico de qualidade. Deste modo, 70 a 80 mil mulheres morrem por complicações devido ao aborto inseguro, sendo que 95% destes ocorrem em países em desenvolvimento. Isto é, 13% das mortes maternas devem ao aborto inseguro.
O número aumenta na América Latina, onde o abortamento inseguro é o determinante de 21% das mortes maternas (World Health Organization. Unsafe Abortion, 1998).

No Brasil, o aborto inseguro é responsável por 250 mil internações no Sistema Único de Saúde, para tratamento de suas complicações, sendo a curetagem pós-abortamento o segundo procedimento obstétrico mais realizado no serviço de saúde pública. Neste sentido, a mortalidade materna por aborto inseguro é também significante no Brasil. Em algumas cidades, o aborto inseguro está entre as cinco primeiras causas de mortes maternas, sendo que em Salvador, desde o início da década de 90, é a primeira causa de mortalidade materna anualmente
Esses dados alarmantes não necessariamente desestimulam as mulheres a recorrerem ao aborto ilegal e inseguro.
As mulheres abortam porque têm mais filhos, em média, do que desejariam ter
porque não têm acesso a métodos anticonceptivos modernos; porque têm demandas não satisfeitas de planejamento reprodutivo, porque enfrentam barreiras entre conhecer e usar métodos anticonceptivos, e porque têm relações sexuais não voluntárias ou não desejadas (podendo ser caracterizadas por violência sexual, coerção nas relações sexuais e/ou gravidez forçada).
Assim, não se pode condenar a mulher que aborta, visto que se encontra com uma gravidez indesejada, resultado da incapacidade da sociedade de prover condições de educação, cidadania e planejamento reprodutivo. Geralmente são mulheres pobres que enfrentam as mais graves conseqüências da ilegalidade e buscam, sem alternativa, clínicas clandestinas mais baratas e consequentemente, mais inseguras, com menos recursos técnicos de qualidade. Ainda, a violência e a desigualdade de gênero são violações freqüentes dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Assim, os efeitos da proibição sobre as taxas de aborto, apontam que países com legislações mais proibitivas em relação ao aborto têm os mais altos índices de abortamento.
Deste modo, é possível perceber que a proibição legal, ou religiosa do aborto tem demonstrado ser incapaz de reduzir a taxa total de abortos, principalmente em países em desenvolvimento; tendo um efeito direto em aumentar as taxas de abortos clandestinos e inseguros, e consequentemente à mortalidade materna.
Assim, o Programa de Ação da Conferencia Mundial de População e Desenvolvimento, no Cairo, em 1994, coloca que “todos os governos e organizações inter-governamentais e não governamentais são instados a fortalecer seu compromisso com a saúde das mulheres, a considerar o impacto na saúde do aborto
inseguro como um grave problema de saúde pública, a reduzir o recurso ao aborto através da expansão e da melhoria do planejamento familiar”. Ainda, “nas circunstâncias em que o aborto não seja contrário à lei, ele deve ser seguro. Em todos os casos as mulheres devem ter acesso a serviços de qualidade para o atendimento de complicações decorrentes do aborto.
O aconselhamento, a educação e os serviços de planejamento familiar pós-aborto devem ser prontamente oferecidos, no sentido de ajudar a mulher a evitar sua repetição” (Conferencia do Cairo, Programa de Ação, Parágrafo 8.25, setembro de 1994).
Enfim, se condenar a mulher que pratica o aborto não é justo nem eficaz, e tem graves conseqüências para a mulher e para a sociedade, por que seguimos condenando?

fonte: http://209.85.165.104/search?q=cache:yUHY8V7LC5MJ:www.ipas.org.br/arquivos/jefferson/problema_saude05.doc+aborto+estat%C3%ADsticas&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7&gl=br&lr=lang_pt


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A woman has a right to choose. The prochoice movement: keep abortions legal."