quarta-feira, 6 de junho de 2007

pensar ou não pensar??

ha sabedoria bastante em não pensar em nada.
"pensar no sentido íntimo das coisas, é acrescentar."
pra que sofrer com tantos pensamentos?
viva sem procurar sentido para nada, e assim nada vai doer...

ha muita coisa além do que podemos entender, e isso me dá ao mesmo tempo,
medo e vontade de saber...
"como devo eu encontrar solução para as desavenças da vida sem pensar?"
as dificuldades de dinheiro, as dissensões domesticas, as diferenças, as igualdades,
os medos, as ilusões, os desejos reprimidos, as lágrimas que, presas, não escorrem pelo rosto...

O verdadeiro conhecimento tem de vir de dentro

Até mesmo ao aprender uma disciplina qualquer, o professor nada mais pode fazer que orientar e esclarecer duvidas, como um lapidador tira o excesso de entulho do diamante, nao fazendo o próprio diamante.
O processo de aprender é um processo interno, e tanto mais eficaz quanto maior for o interesse de aprender.

assim, se eu não quero pensar, não posso saber.
o mundo está diante de questões importantes, e nao é facil encontrar uma resposta adequada para cada uma delas. Então, existem duas possibilidades: podemos simplesmente enganar a nós mesmos e ao resto do mundo, como se soubéssemos de tudo o que vale a pena saber,
ou então podemos fechar os olhos para essas questões importantes e desistir para sempre de ir em frente.
Isto divide a humanidade em duas partes: as pessoas que acham que estão cem por cento certas, e as que se mostram indiferentes.

Pensar e viver é o ideal, nao ser nem cem por cento seguro, nem indiferente.
É como separar as cartas de um baralho, fazemos um montinho com as cartas vermelhas e outro com as pretas. De vez em quando aparece um curinga: uma carta que não é nem de espada, nem de paus, nem de copas e nem de ouros.

Apenas sei que nada sei... e que tudo quero saber!
Who would have known
That a boy like him
Possessed of magical
Sensitivity
Who would approach a girl like me
Who caresses cradles his head
In her bosom

He slides inside
Half awake, half asleep
We faint back
Into sleephood
When I wake up
The second time
In his arms
Gorgeousness
He's still inside me

Who would have known

A train of pearls
Cabin by cabin
Is shot precisely
Across an ocean
From the mouth
Of a girl like me
To a boy

-Björk - Cocoon

terça-feira, 29 de maio de 2007

Tudo aquilo que passou passou
E eu vou vivendo a vida que eu queria
Todos juntos coração e amor
Brincando pela vida
Seguindo as estrelas do sol
Se eu te encontrar, quando você menos esperar
Olhe pra mim e sinta o que diz meu coração
Siga o som que canta com o vento
Que escuta o seu lamento e te abre o coração
Feche a porta do mal num quarto escuro
E veja tudo se iluminar...


Porque exigem tanto de mim? tenho que fingir estar feliz o tempo todo..
Porque tenho que escolher quando não quero escolher? não posso ser escolhida pelas coisas e deixar acontecer...
Não posso ser simplesmente, fazer o que gosto ,como gosto, na hora que eu quero...
Bem que podia ser mais simples.


Ah, liberdade! Como eu queria te ter pra sempre...

"não vai mais voltar, vai sumir.."

sábado, 26 de maio de 2007

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A prática do aborto ilegal é um tema central na questão da saúde sexual e reprodutiva da mulher. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o abortamento inseguro é o “procedimento para interromper a gestação não desejada realizado por pessoas sem as habilidades necessárias ou em um ambiente que não cumpre com os mínimos requisitos médicos, ou ambas as condições” (World Health Organization. Unsafe Abortion, 1998).
Neste sentido, países que criminalizam o aborto, como é o caso do Brasil, não têm suas taxas de abortamento diminuídas. Ao contrário, os números de abortos ilegais, e consequentemente inseguros, são altos, bem como a taxa de mortalidade materna, decorrente das complicações deste tipo de procedimento.

Assim, estatísticas anuais apontam para a grande dimensão e significância do aborto na perspectiva da saúde sexual e reprodutiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente, setenta e cinco milhões de gestações são indesejadas, o que indica que 35 a 50 milhões de abortos são induzidos; destes 20 milhões são abortos inseguros. Esses abortamentos causam graves complicações reprodutivas a milhares de mulheres, visto que são feitos em condições precárias sem o mínimo de suporte técnico de qualidade. Deste modo, 70 a 80 mil mulheres morrem por complicações devido ao aborto inseguro, sendo que 95% destes ocorrem em países em desenvolvimento. Isto é, 13% das mortes maternas devem ao aborto inseguro.
O número aumenta na América Latina, onde o abortamento inseguro é o determinante de 21% das mortes maternas (World Health Organization. Unsafe Abortion, 1998).

No Brasil, o aborto inseguro é responsável por 250 mil internações no Sistema Único de Saúde, para tratamento de suas complicações, sendo a curetagem pós-abortamento o segundo procedimento obstétrico mais realizado no serviço de saúde pública. Neste sentido, a mortalidade materna por aborto inseguro é também significante no Brasil. Em algumas cidades, o aborto inseguro está entre as cinco primeiras causas de mortes maternas, sendo que em Salvador, desde o início da década de 90, é a primeira causa de mortalidade materna anualmente
Esses dados alarmantes não necessariamente desestimulam as mulheres a recorrerem ao aborto ilegal e inseguro.
As mulheres abortam porque têm mais filhos, em média, do que desejariam ter
porque não têm acesso a métodos anticonceptivos modernos; porque têm demandas não satisfeitas de planejamento reprodutivo, porque enfrentam barreiras entre conhecer e usar métodos anticonceptivos, e porque têm relações sexuais não voluntárias ou não desejadas (podendo ser caracterizadas por violência sexual, coerção nas relações sexuais e/ou gravidez forçada).
Assim, não se pode condenar a mulher que aborta, visto que se encontra com uma gravidez indesejada, resultado da incapacidade da sociedade de prover condições de educação, cidadania e planejamento reprodutivo. Geralmente são mulheres pobres que enfrentam as mais graves conseqüências da ilegalidade e buscam, sem alternativa, clínicas clandestinas mais baratas e consequentemente, mais inseguras, com menos recursos técnicos de qualidade. Ainda, a violência e a desigualdade de gênero são violações freqüentes dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Assim, os efeitos da proibição sobre as taxas de aborto, apontam que países com legislações mais proibitivas em relação ao aborto têm os mais altos índices de abortamento.
Deste modo, é possível perceber que a proibição legal, ou religiosa do aborto tem demonstrado ser incapaz de reduzir a taxa total de abortos, principalmente em países em desenvolvimento; tendo um efeito direto em aumentar as taxas de abortos clandestinos e inseguros, e consequentemente à mortalidade materna.
Assim, o Programa de Ação da Conferencia Mundial de População e Desenvolvimento, no Cairo, em 1994, coloca que “todos os governos e organizações inter-governamentais e não governamentais são instados a fortalecer seu compromisso com a saúde das mulheres, a considerar o impacto na saúde do aborto
inseguro como um grave problema de saúde pública, a reduzir o recurso ao aborto através da expansão e da melhoria do planejamento familiar”. Ainda, “nas circunstâncias em que o aborto não seja contrário à lei, ele deve ser seguro. Em todos os casos as mulheres devem ter acesso a serviços de qualidade para o atendimento de complicações decorrentes do aborto.
O aconselhamento, a educação e os serviços de planejamento familiar pós-aborto devem ser prontamente oferecidos, no sentido de ajudar a mulher a evitar sua repetição” (Conferencia do Cairo, Programa de Ação, Parágrafo 8.25, setembro de 1994).
Enfim, se condenar a mulher que pratica o aborto não é justo nem eficaz, e tem graves conseqüências para a mulher e para a sociedade, por que seguimos condenando?

fonte: http://209.85.165.104/search?q=cache:yUHY8V7LC5MJ:www.ipas.org.br/arquivos/jefferson/problema_saude05.doc+aborto+estat%C3%ADsticas&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7&gl=br&lr=lang_pt


"
A woman has a right to choose. The prochoice movement: keep abortions legal."

segunda-feira, 21 de maio de 2007

"(...)Este é tempo de partido, tempo de homens partidos, em vão, percorremos volumes, viajamos e nos colorimos.
A migalha pressentida esmigalha-se em pó nas ruas.(...)
O que importa a paisagem, a glória, a baia ou a linha do horizonte? Se o que vejo é o beco...
Qual será o certo?
Será que estamos enlatados a nascer para estudar coisas ditadas...
Ou para comer no Mac Donald's?
Fazer uma faculdade, casar ou não... Eis a questão! Trabalhar, reclamar, reclamar para trabalhar. E no fim da vida...
O indivíduo morre!
(...) As regras de etiqueta só existem para orientar as pessoas a conviverem melhor... Ver televisão, dizer sim, dizer não, dizer mais não do que sim. Não cuspa, não ronque, fale baixo.
Você viu a novela ontem? De onde veio? Para onde vai? Que horas que era mesmo? Quanto custa? Não vai pagar? O que busca, o que faz? Porque faz? E o dinheiro, porque você não faz algo que dá dinheiro? Vai ser médico garoto!
(...) Deveria existir um mandamento "amarás a máscara".
Não estão satisfeitos, usem máscaras.
Vontade de ser alienígena, grego, canibal, ou mais bonita? Para que plástica?
Usem máscaras, vistam máscaras, sejam máscaras, usem o poder milenar de se disfarçar.
A máscara agradece!" (texto de Hemiu Ruszack)

nem preciso dizer nada, preciso?

sexta-feira, 11 de maio de 2007

“HOMEM que me ouves, sai da tua prisão! ROMPE os grilhões que, mais do que escravizar-te, te cretinizam, enfrenta os imbecis camuflados de duce, esses führes de todos os teus minutos, esses improvisados condutores de superscitiosas ‘cadeias de felicidade’, vendedores de bananas – quer se chamem Plínio Salgado, Luiz Carlos Prestes, Adhemares, Borgis, Caio & Cia., turbas de pestidigitadores!”
-Pagu

domingo, 6 de maio de 2007

vômito

ando de saco cheio de certas coisas...
Tenho um monte de coisa pra por pra fora, pra vomitar mesmo, mas eu vomitando tudo isso posso assustar muita gente.
Por isso se não quiser se assustar, ou não tiver paciência, pode ir parando de ler por aqui mesmo!!


Essas semanas eu vi umas coisas que me dexaram indignada, indignada mesmo.
E não foi em um lugar só não, foram em varios lugares.
Fico pensando como que pode, um país que já foi tão cheio de cultura, cheio de pessoas fodas, que tinham conteúdo, se transformar numa nação muitas vezes escrota, fútil, cheia de violência, e preconceitos...
Uma sociedade que coloca o pobre numa situação péssima, que coloca a mulher como objeto sexual, que coloca na cabeça de (muitos, eu digo muitos) adolescentes que o que importa são as coisas materiais, que ele precisa ter, consumir, e mostrar pra todos que ele é, digamos, "top de linha".

E o pior é que eles (a geração dos sem-cérebro) vão na onda, não só da mídia, mas dos seus colegas também (nao sei se posso dizer amigos) , na onda de que pra voce SER voce precisa TER, se não voce não é. saca?

E acaba virando tudo um grande teatro. Todos fingindo ser: são amigos, são legais, são divertidos, são os melhores. E o resto? Ah, o resto é resto!! O resto só serve pra eles, os "fodoes" tirarem uma onda. *lembrando q oq eu to colocando aqui são coisas que eu vi, não coisas que eu vivi, q de certo modo todo mundo já viveu, principalmente na adolescência.

A, que grande ilusão! Tenho pena de muitos desses, que pensam que sabem de tudo da vida!
Eu sei que eu não sei de nada, mas pelo menos sei! Sei que ainda posso aprender, errando, acertando, mas um dia aprendo.
O q resta então, a mim e a todos que pensam como eu? Acho q só resta assistir a essa grande peça, que as vezes é uma verdadeira comédia, as vezes é um drama meio que ridiculo, e as vezes é uma verdadeira tragedia grega.
bom é isso, vomitei. desculpa a grosseria, as vezes as coisas saem meio brutas mesmo, não é?

Espero que nós, que um dia vamos tomar os lugares de nossos pais, possamos ser pessoas decentes, com um coração de verdade, com consciência e pelo menos um pouquinho de cultura né? :P

"...estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?"
Fernando Pessoa

Bjos verdadeiros
Drica ^^


sexta-feira, 4 de maio de 2007

coisas cotidianas

Hmm, como começar um blog?
Bem , esse é o meu primeiro post, de muitos (espero!) que virão.

entao, vou fazer um breve comentario sobre quem sou eu:
Me chamo Adrianna (não me chamo, os outros é que me chamam assim) sou uma garota em fase de vestibular, apesar de ainda não ter entrado nessa fase de cabeça, estou primeiro molhando o dedão pra sentir se tá quente pra depois mergulhar... faço teatro, no momento to ensaiando uma peça e uma cena ( amoo² o meu grupo), e fico na internet e leio nas horas vagas...
eh, horas vagas é o que eu mais tenho na verdade !

eu so meio complicada, digamos assim, so do tipo que pensa muitas coisas ao mesmo tempo e acaba se enrolando nos próprios pensamentos sabe?
mas não vou me enrolar muito agora porque jaja eu vou sair, então é só isso, no proximo tem mais (:

kisses