sábado, 26 de maio de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Neste sentido, países que criminalizam o aborto, como é o caso do Brasil, não têm suas taxas de abortamento diminuídas. Ao contrário, os números de abortos ilegais, e consequentemente inseguros, são altos, bem como a taxa de mortalidade materna, decorrente das complicações deste tipo de procedimento.
Assim, estatísticas anuais apontam para a grande dimensão e significância do aborto na perspectiva da saúde sexual e reprodutiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde, anualmente, setenta e cinco milhões de gestações são indesejadas, o que indica que 35 a 50 milhões de abortos são induzidos; destes 20 milhões são abortos inseguros. Esses abortamentos causam graves complicações reprodutivas a milhares de mulheres, visto que são feitos em condições precárias sem o mínimo de suporte técnico de qualidade. Deste modo, 70 a 80 mil mulheres morrem por complicações devido ao aborto inseguro, sendo que 95% destes ocorrem em países em desenvolvimento. Isto é, 13% das mortes maternas devem ao aborto inseguro.
O número aumenta na América Latina, onde o abortamento inseguro é o determinante de 21% das mortes maternas (World Health Organization. Unsafe Abortion, 1998).
Esses dados alarmantes não necessariamente desestimulam as mulheres a recorrerem ao aborto ilegal e inseguro.
As mulheres abortam porque têm mais filhos, em média, do que desejariam ter porque não têm acesso a métodos anticonceptivos modernos; porque têm demandas não satisfeitas de planejamento reprodutivo, porque enfrentam barreiras entre conhecer e usar métodos anticonceptivos, e porque têm relações sexuais não voluntárias ou não desejadas (podendo ser caracterizadas por violência sexual, coerção nas relações sexuais e/ou gravidez forçada).
Assim, não se pode condenar a mulher que aborta, visto que se encontra com uma gravidez indesejada, resultado da incapacidade da sociedade de prover condições de educação, cidadania e planejamento reprodutivo. Geralmente são mulheres pobres que enfrentam as mais graves conseqüências da ilegalidade e buscam, sem alternativa, clínicas clandestinas mais baratas e consequentemente, mais inseguras, com menos recursos técnicos de qualidade. Ainda, a violência e a desigualdade de gênero são violações freqüentes dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
Assim, os efeitos da proibição sobre as taxas de aborto, apontam que países com legislações mais proibitivas em relação ao aborto têm os mais altos índices de abortamento.
Deste modo, é possível perceber que a proibição legal, ou religiosa do aborto tem demonstrado ser incapaz de reduzir a taxa total de abortos, principalmente em países em desenvolvimento; tendo um efeito direto em aumentar as taxas de abortos clandestinos e inseguros, e consequentemente à mortalidade materna.
Assim, o Programa de Ação da Conferencia Mundial de População e Desenvolvimento, no Cairo, em 1994, coloca que “todos os governos e organizações inter-governamentais e não governamentais são instados a fortalecer seu compromisso com a saúde das mulheres, a considerar o impacto na saúde do aborto inseguro como um grave problema de saúde pública, a reduzir o recurso ao aborto através da expansão e da melhoria do planejamento familiar”. Ainda, “nas circunstâncias em que o aborto não seja contrário à lei, ele deve ser seguro. Em todos os casos as mulheres devem ter acesso a serviços de qualidade para o atendimento de complicações decorrentes do aborto.
O aconselhamento, a educação e os serviços de planejamento familiar pós-aborto devem ser prontamente oferecidos, no sentido de ajudar a mulher a evitar sua repetição” (Conferencia do Cairo, Programa de Ação, Parágrafo 8.25, setembro de 1994).
Enfim, se condenar a mulher que pratica o aborto não é justo nem eficaz, e tem graves conseqüências para a mulher e para a sociedade, por que seguimos condenando?
fonte: http://209.85.165.104/search?q=cache:yUHY8V7LC5MJ:www.ipas.org.br/arquivos/jefferson/problema_saude05.doc+aborto+estat%C3%ADsticas&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7&gl=br&lr=lang_pt
"A woman has a right to choose. The prochoice movement: keep abortions legal."
segunda-feira, 21 de maio de 2007
A migalha pressentida esmigalha-se em pó nas ruas.(...)
O que importa a paisagem, a glória, a baia ou a linha do horizonte? Se o que vejo é o beco...
Qual será o certo?
Será que estamos enlatados a nascer para estudar coisas ditadas...
Ou para comer no Mac Donald's?
Fazer uma faculdade, casar ou não... Eis a questão! Trabalhar, reclamar, reclamar para trabalhar. E no fim da vida...
O indivíduo morre!
(...) As regras de etiqueta só existem para orientar as pessoas a conviverem melhor... Ver televisão, dizer sim, dizer não, dizer mais não do que sim. Não cuspa, não ronque, fale baixo.
Você viu a novela ontem? De onde veio? Para onde vai? Que horas que era mesmo? Quanto custa? Não vai pagar? O que busca, o que faz? Porque faz? E o dinheiro, porque você não faz algo que dá dinheiro? Vai ser médico garoto!
(...) Deveria existir um mandamento "amarás a máscara".
Não estão satisfeitos, usem máscaras.
Vontade de ser alienígena, grego, canibal, ou mais bonita? Para que plástica?
Usem máscaras, vistam máscaras, sejam máscaras, usem o poder milenar de se disfarçar.
A máscara agradece!" (texto de Hemiu Ruszack)
nem preciso dizer nada, preciso?

